sexta-feira, 10 de maio de 2013

ONDE DEUS OCULTOU A FELICIDADE

ONDE DEUS OCULTOU A FELICIDADE
 
Umas das coisas que mais o homem busca é a felicidade.

E o que mais se ouve as criaturas afirmarem é que são infelizes.

Esse é infeliz porque não tem dinheiro. Outro, porque lhe falta saúde, outro ainda, porque o amor partiu. Ou nem chegou. Um reclama da solidão. Outro, da família numerosa que o atormenta com mil problemas; Um terceiro aponta o excesso de trabalho.  Aqueloutro, reclama da falta dele.

Alguém ama a chuva, o vento e o frio. Outro lamenta a estação invernosa que não lhe permite o gozo da praia, dos gelados e do calor do sol.

Em todo esse panorama, o homem continua em busca da felicidade.

Afinal, onde será que Deus ocultou a felicidade?

Soberanamente sábio, Deus não colocou a felicidade no gozo dos prazeres carnais. Isso porque uma criatura precisa de outra criatura para atingir a sua plenitude.

Assim, quem vivesse só pelos roteiros da terra, não poderia encontrar a felicidade. Amoroso e bom,  o Pai também não colocou a felicidade na beleza do corpo. Porque ela é efêmera. Os anos passam, as estações se sucedem e a beleza  física toma outra feição. A pele aveludada, sem rugas, sem manchas, não resiste ao tempo. E os conceitos de beleza se modificam no suceder de gerações. O que ontem era exaltado, hoje não merece aplausos..

Também não a colocou na conquista dos louros humanos, porque tudo isso é igualmente transitório. Os troféus hoje conquistados, amanhã  passarão a outras mãos, mostrando a instabilidade dos julgamentos e dos conceitos humanos.

Igualmente, Deus não colocou a felicidade na saúde do corpo, que hoje se apresenta e amanhã se ausenta.

Enfim, Deus, perfeito em todas as suas qualidades, não colocou a felicidade em nada que dependesse de outra pessoa, de alguma coisa externa, de um tempo ou de um lugar.

Estabeleceu, sim, que a felicidade depende exclusivamente de cada criatura. Brota da sua intimidade. Depende de seu interior.

Como ensinou o extraordinário Mestre Galileu: “o reino dos céus está dentro de vós” Por isso, se faz viável a felicidade na terra.

Goza-a o ser que não coloca condicionamentos externos para a sua conquista.

É feliz porque ama alguém, mesmo que esse alguém não o ame.

É feliz porque pode auxiliar a outrem, mesmo que não seja reconhecido.

É feliz porque tem consciência de sua condição de filho de Deus, imortal, herdeiro do universo.

Não se atém a picuinhas, porque tem os olhos fixos nas estrelas, nos planetas que brilham no infinito.


Se tem família, é feliz porque tem pessoas para amar, guardar, amparar

Se não a tem, ama a quem se apresente carente e desamparado Se tem saúde, utiliza os seus dias para construir o bem.

Se a doença se apresenta, agradece a oportunidade do aprendizado. Nada de fora o perturba. Se as pessoas não o entendem, prossegue na sua lida, consciente de que cada qual tem direito a suas próprias idéias. Se tem um teto, é feliz por poder abrigar o outro irmão, receber amigos. Se não o tem, vive com a dignidade de quem está consciente de que nada, em verdade, nos pertence.

Enfim, o homem feliz é aquele que sabe que a terra é somente um lugar de passagem. Que sabe que veio de lugares distantes para cá e que, cessando o tempo, retornará a outras paragens, lares de conforto e escolas de luz. Moradas do Pai, nesse infinito universo de Deus.

A verdadeira felicidade reside na conquista dos tesouros imperecíveis da alma.

Desconheço o autor