terça-feira, 9 de julho de 2013

CURSO DE MEDICINA VAI PASSAR DE SEIS PARA OITO ANOS DE DURAÇÃO A PARTIR DE 2015.

O anúncio de que o curso de Medicina vai passar de seis para oito anos de duração a partir de 2015 está dividindo opiniões. Nas redes sociais, alguns estudantes de Medicina se já se posicionam contra a medida do Programa Mais Médicos para o Brasil. "É um absurdo, é tapar o sol com a peneira porque isso não vai resolver o problema", afirma Rebeca Rocha, estudante do 9° período da Faculdade Christus.

Luiz Porto, presidente da Sociedade Cearense de Cancerologia, afirma que a medida é interessante e que deve ser levada adiante, desde que Conselho e entidades médicas entrem em consenso. "Concordo se a medida for adotada para os alunos das universidades públicas, pois é importante rertibuir seu trabalho à sociedade", disse.
Para Luiz Porto, a medida só não deve afetar a grade curricular dos alunos que já ingressaram com a perspectiva de graduação em seis anos. "Quem já entrou sabendo que ia durar seis anos não pode ter esse estudo modificado no meio do curso", explica.
O médico também acredita que além dos estudantes da rede pública, alunos que receberem bolsas do governo também devem ter esse compromisso com o país. "Se o Estado arca com esse custo, quem tiver curso financiado pelo governo precisa dar retorno ao país", completa.

Ponto de vista
Rebaca Rocha, de 22 anos, criticou as soluções encontradas pela presidente. "Não é trazer mais médico de fora ou aumentar o tempo do curso, mas sim investir mais na saúde", disse.

Ela defende que o investimento da porcentagem do PIB no Brasil é baixo:"Nos países desenvolvidos, a porcentagem para saude é de 8 a 10%, enquanto no Brasil é de 3 , 5%. Isso se você for muito otimista e pensar que dessa porcentagem nÃo vai ter desvio, né?". "A solução é a criação de um plano de cargos e carreiras pra assegurar o médico do interior e investir em saúde. Porque médicos bons existem aos montes, o que não há é ambiente decente de trabalho", opina.