sábado, 19 de setembro de 2015

Professor agredido por aluno no EJA.

Professor leva socos no rosto de aluno em sala de aula em Itapetininga

O professor de matemática Luiz Carlos Pereira Filho afirma ter sofrido seis socos no rosto de um aluno da turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Estadual Professor Modesto Tavares de Lima, em Itapetininga (SP), na quarta-feira (16). “Estava prestes a dar uma prova, mas o estudante estava muito nervoso e falando muito. Pedi para que ficasse quieto, mas ele começou então a responder a ponto de levantar, vir até mim e dar socos na minha boca, rosto e testa”, descreve.

O aluno envolvido na confusão, o lavrador Gessel da Silva Paulínio, de 34 anos, alega que foi humilhado pelo professor. Ele afirma ter errado ao agredí-lo, mas que Pereira Filho também errou ao tratá-lo de forma desrespeitosa.

“Perguntei se a prova seria em uma folha separada e ele respondeu com ironia, com sarro, pensando que eu fosse uma criança. Como já estava estressado, eu não aguentei. Mas ele está sendo dramático, me apontando como um criminoso, um bandido, mas sou trabalhador”, diz Paulínio.

Pereira Filho abriu boletim de ocorrência sobre a agressão em uma delegacia de Itapetininga. Paulínio pediu transferência para outra escola estadual. “Vou representar na polícia a agressão porque, além do físico, também prejudicou o psicológico. Não consegui dormir no dia, só na quinta-feira (17). Fiquei bem assustado, não era algo que esperava.”

Resposta da Secretaria
A Diretoria Regional de Ensino de Itapetininga esclarece, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado, que a direção da EJA da Escola Estadual Professor Modesto Tavares de Lima designou uma equipe de supervisores para dar apoio e suporte ao docente.

O aluno foi suspenso e o Conselho Escolar se reunirá para decidir quais medidas pedagógicas serão tomadas, de acordo com o regimento escolar.

A Secretaria da Educação do Estado disse ainda que entende que o enfrentamento à violência dentro do ambiente escolar deve ocorrer em diversas frentes, que englobam a comunidade escolar, a família e, em casos específicos, a polícia. A Pasta conta com cerca de 3 mil professores especializados em prevenir conflitos.

Fonte: G1.com