quarta-feira, 6 de junho de 2012

MICROSOFT X VÍRUS "FLAME"

Microsoft libera update de emergência para combater o vírus Flame

Ação foi feita para que os antivírus parassem de ler o malware como se ele fosse produzido pela própria gigante dos softwares. O vírus Flame foi descoberto recentemente e deixou a Microsoft de cabelo em pé. Afinal de contas, não é todo dia que se descobre um super-malware espião. Com o objetivo de combatê-lo, a empresa disponibilizou um update de emergência nesse último fim de semana. A pior característica do vírus é o fato de ele se esconder no computador e ser lido como um produto feito pela própria Microsoft. Por esse motivo, os antivírus não o identificavam como uma ameaça. Levando isso em consideração, a empresa empregou seus esforços para que essa característica fosse desabilitada — e conseguiu.

O update abrange todas as versões do Windows para computadores, principalmente as mais recentes. No entanto, o sistema operacional mobile ainda não recebeu uma atualização, deixando aparelhos como o Windows Phone muito vulneráveis à atuação discreta do vírus.


Fonte: The Verge, Microsoft Security e Microsoft Security Responde Center

Explicando o vírus Flame: como ele funciona e qual é o seu principal objetivo

Conheça um pouco mais sobre o malware que está sendo considerado uma das pragas virtuais mais potentes já criadas.

O vírus Flame pode ser considerado um dos mais potentes da história da computação. Até mesmo o temido Stuxnet pode parecer coisa pouca perto da influência da mais nova praga do mundo virtual. A Kaspersky já desenvolveu uma ferramenta, chamada Trojan Flamer Removal Tool, para que os consumidores comuns possam se proteger dessa ameaça. Entretanto, os usuários comuns não são o principal alvo do malware.

Vitaly Kamlyuk, especialista em malwares da Kaspersky, detalhou em entrevista ao site RT o que exatamente é o vírus, quem está por trás dele e por que ele está sendo considerado tão perigoso. Segundo ele, o principal alvo é o Irã e, por conta disso, o vírus foi disseminado com muita força pelo Oriente Médio.

A enorme complexidade do vírus levou os especialistas da Kaspersky a acreditar que não se trata de um ataque de um grupo hacker, mas sim que há um país por trás de sua criação. Kamlyuk relatou que a descoberta do Flame foi por acaso e, diferente de muitos, o vírus não possui características destrutivas.

“Eles não se preocupam em atacar computadores ou acessar informações pessoais de quem quer que seja, apenas transforma as máquinas em um espécie de janela, em que todos podem ver o que está se passando”, explica Kamlyuk. A análise do Stuxnet levou vários meses, mas o Flame é muito mais complexo e um relatório detalhado pode levar até um ano.

Para o especialista, a humanidade está perdendo muito a cada dia que passa com a criação de armas virtuais como essas. “Estamos lutando entre si em vez de lutar contra os problemas globais que todo mundo enfrenta em suas vidas”, finaliza. 


Fonte:http://www.netcina.com.br