sábado, 16 de maio de 2015

PREVISÍVEL, ASSIM FOI CORINTHIANS ANTES DE SER ELIMINADO.



OS ERROS QUE LEVARAM O CORINTHIANS DE MELHOR DO BRASIL À ELIMINAÇÃO VEXATÓRIA NA LIBERTADORES EM 42 DIAS

O melhor time do Brasil no dia 1º de abril, quando goleou o Danubio e confirmou a liderança invicta no "Grupo da Morte", está eliminado da Libertadores em 13 de maio para o Guarani paraguaio.

Exatos 42 dias. Um empate e três derrotas no torneio continental, eliminação nos pênaltis para o Palmeiras no Paulista. Também uma seqüência de erros que levaram o Corinthians ladeira abaixo até o fim da trajetória na grande meta em 2015.

Entre eles não está a demonstração de alguns conceitos de jogo que Tite desenvolveu em seu ano "sabático" para uma emissora de TV. O que o técnico apresentou qualquer equipe de scout e análise de desempenho perceberia ao estudar apenas uma partida do time corintiano.

O próprio treinador admitir que a execução do 4-1-4-1 dependia dos laterais Fagner e Fabio Santos/Uendel para fazer a saída de bola. São os melhores passadores no campo de defesa. Pelos méritos dos jogadores, mas principalmente porque os zagueiros Felipe e Gil e, principalmente, o volante Ralf contribuem pouco com passe "limpo", vertical.

O Corinthians sai pelos flancos e parte para as triangulações porque a inversão de jogo depende do recuo de um dos meias pelo centro - Elias ou Renato Augusto. Ralf é importante no combate, assim como pela liderança, experiência de campeão sul-americano e mundial em 2012. Mas é peça praticamente descartável na construção do jogo corintiano.

Porque o volante, além de desarmar, tem como principal função no futebol atual desafogar o próprio time e começar a desarticular o adversário com um passe que otimize as ações ofensivas, encontre os companheiros no mano a mano ou até em vantagem numérica no setor onde está a bola. Mas Ralf toca de lado, a jogada até sai, porém não tão rapidamente quanto poderia.

Por isso o Corinthians ficou tão previsível e facilmente mapeado. Tite pecou por não buscar soluções, um "plano B" - como Bruno Henrique à frente da defesa, por exemplo. Mas é nítida a queda no preparo físico de um time que precisou dar respostas rápidas na temporada. No dia 4 de fevereiro já teve que voar para golear o Once Caldas em casa com um homem a menos para encaminhar a vaga na fase de grupos na semana seguinte.
Oito dias depois, a estreia no clássico contra o São Paulo. A alta competitividade veio cedo e agora parece cobrar o preço, junto com a dengue de Guerrero. A equipe veloz e intensa podia até ter oscilado, mas definhou.