sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Tenho Labirintite, e isso aconteceu comigo.

A primeira vez que senti labirintite estava no vídeo game do Carlos Alberto assistindo a uma partida de futebol no play 2 (lançamento)
Aquela sensação do mundo girar, sem poder ficar em pé, é terrível. Fiquei também meio decepcionado, triste porque, nesse dia era domingo e, ia jogar bola na Serragem pelo Chorozinho Esporte, e perdi um dos lances mais incríveis que aconteceu (me contaram depois), o lance que o centroavante da Serragem driblou o goleiro e o Assis Matos (Neguinho), que estava próximo da trave, e entrou em campo para impedir o gol e levou o drible.
Depois, tive outros momentos de labirintite.
-------------------------------------------------------
O que é Labirintite, sintomas, convívio

Maior parte das tonturas está relacionada a problemas no labirinto. Má alimentação e o jejum interferem nas crises

Alguma vez você já se perguntou qual é a parte mais sensível do corpo humano? A maioria das pessoas possivelmente responderia que é a visão. Porém, estudos e pesquisas realizadas em todo o mundo mostraram que a região mais sensível do corpo humano é o labirinto. Mas o que é o labirinto? Ao longo da matéria você poderá conhecer um pouco mais sobre o que é o labirinto e a tão conhecida labirintite, termo popular para se referir à doença chamada de labirintopatia ou distúrbio do equilíbrio corporal.

Quem tem labirintite geralmente convive com situações em que o corpo parece flutuar ou com a impressão de que o ambiente ao redor de si está girando ou que seu corpo esteja girando ao redor do ambiente. Às vezes, essas sensações podem vir acompanhadas de sintomas como náusea, vômitos, palidez e sudorese. Não há uma frequência específica para o surgimento dos sinais. Conforme o otorrinolaringologista Francisco Alexandre Scorza, a labirintite é um distúrbio da estrutura do ouvido interno, o labirinto, que ajuda a manter o equilíbrio corporal. Segundo ele, o labirinto tem três canais no ouvido interno, e dentro desses canais corre um líquido, a endolinfa, que é responsável pela noção de equilíbrio. “Labirintite seria uma reação inflamatória do labirinto. Por exemplo, uma infecção de ouvido pode gerar uma labirintite, ou seja, uma desarmonia desse líquido que corre dentro dos canais”, explica.

Sintomas

A labirintite pode ter várias causas, entre problemas como diabetes, alterações hormonais, consumo em excesso de cafeína, colesterol elevado, efeitos colaterais de alguns medicamentos, estresse, noites mal dormidas e alimentação incorreta. Apesar de ser considerado o principal sintoma da doença, Scorza diz que nem toda tontura deve ser classificada como labirintite. “O primeiro sintoma da labirintite é a vertigem, que é diferente da tontura que uma pessoa que sofre por pressão baixa, por exemplo. A vertigem é uma tontura rotatória. A pessoa perde a noção da localização do corpo no espaço. Ela tem a impressão de que o mundo está girando em torno dela ou que ela está girando em torno do mundo”, comenta.

Na maioria das vezes, as pessoas não conseguem diferenciar uma tontura normal de uma vertigem que irá indicar labirintite. Ao ter esse sintoma, deve-se procurar um médico para que ele possa indicar a real motivação do mesmo. “A tontura é um sintoma e não uma doença. Ela alerta para um possível problema por trás do sintoma”, explica o otorrinolaringologista.

Além dos sintomas listados acima, há ainda outros que podem alertar para uma possível labirintite, sendo eles a sensação de “ouvido tapado”, náuseas, vômitos e zumbido no ouvido. Scorza menciona que quando a pessoa tem a crise de labirintite ela fica deprimida, insegura e com medo de sair de casa, por conta do receio de sofrer quedas e/ou acidentes.

A partir do momento que a pessoa apresentar um ou todos os sintomas, é recomendado procurar um médico. “Na verdade, todos os pacientes que experimentem sensação de tontura e/ou vertigem devem procurar atendimento médico o mais rápido possível, pois doenças mais graves como acidentes vasculares cerebrais e tumores também podem causar tais sintomas”, alerta o otorrinolaringologista.

Diagnóstico

Na maioria das vezes o diagnóstico da labirintite é clínico. O que quer dizer que o médico no consultório pode chegar ao diagnóstico apenas com a história do paciente e o exame físico. “Em alguns casos, podemos dispor de exames complementares que incluem testes de audição, provas labirínticas e exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada”, comenta Scorza.

Tratamento

O tratamento deve ser sempre orientado por um otorrinolaringologista, pois é necessário identificar a causa da labirintite para escolher o tratamento mais adequado. “A labirintite não é tratada de um modo geral. Primeiramente buscamos descobrir quais foram as causas”, relata o especialista.

Hábitos alimentares também interferem

Alguns fatores e comportamentos do dia a dia podem favorecer ou interferir nas crises de labirintite. Além do estresse e do abuso de cafeína, já citados anteriormente, é preciso ter uma atenção especial com os hábitos alimentares. Alimentos com excesso de açúcar ou de sal e até mesmo o jejum prolongado devem ser evitados. “O correto é manter uma alimentação equilibrada, evitando o consumo em excesso destes alimentos, além da prática de exercícios físicos. Basicamente é cuidar do corpo e da mente”, pontua Scorza.

Estresse x idade

É comum a labirintite ser associada às pessoas da faixa etária de 40, 50 anos, contudo essa não é a verdade. De acordo com o otorrinolaringologista, a labirinte é, sim, mais comum em idosos, mas bebês e crianças também desenvolvem a doença. “Além disso, antigamente era visto que a labirintite acometia pessoas de idade mais avançada, mas nos dias de hoje, até mesmo por conta do nível de estresse, indivíduos em idade produtiva acabam sendo mais suscetíveis a ter a doença”, destaca o profissional.

Há ainda quem diga que a incidência dessa doença em mulheres é maior do que em homens. A razão para isso, segundo Scorza, está no fato da mulher ser mais suscetível a variações hormonais e, por isso, pode ser mais facilmente acometida por essa doença.

Realidade de quem convive com a doença

A rondonense Jossimê Maria Parente Ramos sabe muito bem as limitações que vêm juntamente com as tonturas rotineiras. Aos 52 anos de idade, a médica conta que desde agosto do ano passado passou a ter crises frequentes de vertigem e de tontura. “Os sintomas começaram a ficar mais fortes nas últimas semanas do mês de janeiro, mas, como médica, acabei me automedicando, o que é errado e deve ser evitado”, comenta.

O primeiro sintoma, segundo ela, foi a vertigem. “Eu acordava pela manhã e ao levantar sentia a vertigem, então deitava totalmente e levantava mais devagar, tomava algum remédio e levava o dia normalmente”, declara a médica.

No mês de janeiro, porém, Jossimê foi acometida por uma forte crise de labirintite. “Eu não estava conseguindo movimentar a cabeça, perdi totalmente o equilíbrio. Além disso, não conseguia dirigir e isso foi horrível, pois fiquei impossibilitada de me deslocar e trabalhar”, relata a rondonense, que logo procurou um especialista da área para tratar o problema.

Cuidados

Para evitar passar novamente por outras crises, Jossimê diz que tem tomado alguns cuidados em relação a sua saúde. “O médico pediu para que evitasse o consumo de café, chimarrão, chá preto, chocolate, refrigerantes à base de cola, principalmente durante o período em que a crise foi mais intensa”, menciona.

Com acompanhamento de uma nutricionista, Jossimê segue uma dieta específica. “Na semana em que eu tive a crise, tive que cortar muitos alimentos, somente tomava suco e água, mas agora, como estou um pouco melhor, já comecei a abrir algumas exceções”, revela.

Crises

A rondonense comenta que, mesmo seguindo as orientações do médico, fazendo o uso do colar cervical, obedecendo as restrições alimentares e ingerindo a medicação, as crises levam em torno de 14 dias para desaparecer totalmente. “A medicação é usada a cada oito horas e provoca grande sonolência, então, além do problema em si, você acaba sem condições de levar uma vida normal por conta desse efeito colateral”, enaltece.

E se tudo isso já não fosse o suficiente, ao passar por uma crise a pessoa pode não somente colocar a sua vida em risco, como também a de outras pessoas. Exemplo disso é dirigir quando se tem labirintite. “Na hora em que você vai parar em uma esquina e movimentar o pescoço para olhar para os dois lados, por exemplo, você fica totalmente tonta, dá ânsia de vômito e corre o risco de sofrer algum acidente de trânsito”, alerta Jossimê.